sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Três Pequenos Corações. (novela)


1.
CARTA DO Sr. PAPILLON Á Srt MARIPOSA,

Floresta Negra. Ano 1315.

" Cara amiga Mariposa, estou perdido!A vida me sufoca a alma e estou preso e encerrado em profundo vagar a esmo...Lhe escrevo esta como forma de persistir em algo, uma maneira que encontro de ainda tentar mover-me uma vez mais...
Tú sabes como sou e vais poder distinguir tudo em um instante, basta dizer que meu dia já não é mais claro, e isto não seria de todo mal se tal escuridão que estivesse a minha espreita fosse proveniente do matreiro acaso ou destino...Ah, mas não o é! Como lameto não ter zombado eu, das interpéries da vida, burlando em piruetas as contrariedades!...
Hoje, envolto em espersas brumas, um lamento fantasmal de mim ecoa amiga minha...E aterrador é saber que nefasto pesar brota do profundo de meu coração doente, doente da praga de AMAR!!!!Doente de querer...Doente de não ter...Morrendo por não ter...
Meu amor é impossível cara colega, e peço-lha não um pesar ao seu amigo (já sou eu um pesar ambulente!!!), mas rogo-lhe somente sua suprema atenção as palavras de um pobre e misserável ser, que outrora era muito, e hoje caminha como se não existisse governo em sua alma.

Aguardo ao menos, sua atenção em resposta..."

0 comentários: