domingo, 4 de dezembro de 2011

Meu Tempo.


Inesquecível é pensar no ontem...
Não compreendo a mágica de se viver no agora, que tão rapidamente passa, como se o tempo não fosse captado pelo olhar mais atento, e onde os instantes presentes fugissem a própria prercepção do corpo. A experiência mais incrível, o sorriso mais gracioso, o minuto fervilhante de emoção vai-se, e basta o depois chegar, pra que tudo fique na alma marcado para sempre, vivo, pulsante e no ontém ( que engraçado!) é onde é mais presente.
Percebo que agora, são vários os relógios que giram no maquinárium de minha cabeça, cada um regulando um turbilhão de coisas cotidianas infinitamente; estudos, trabalho, comer, dormir, falar, fazer...muitas coisas pra fazer! O agora é sempre urgente e insuficiente. O hoje é fulminante, rápido e voraz... E eis que, de repente, um destes relógios ( por não sei que ordem...), para! Para, e torna um segundo eterno e este tic-tac "quebrado" com seus ponteiros cravados e marcando esta hora bendita, vai parar lá no fundo do ontem, junto com todos os relógios que não funcionam mais, completando mais um iten da galeria da lembrança...Todos eles pendurados na parede da memória, cada qual com seus ponteiros mortos ( parece estranho a primeira contemplação...), marcando sempre o presente mais vivo que ganhei ontém, sem som algum, sem qualquer engranegem funcionar, é axatamente ali que se sente vivo e eterno o momento que se perdeu com o trem do tempo que passou...
Inesquecível é pensar no ontem. O relógio do que se foi, mesmo quebrado, funciona igual a um mecanismo mágico, ou fantasma...Basta você olhar para ele, que ele volta a funcionar reprisando as poucar passagens que aprisiona, basta você voltar-se para o hoje de marcadores acelerados, que ele para e volta a fingir que passou e por isso, parou de bater para sempre.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

"O meu amor tem lábios de silêncio
e mãos de bailarina
e voa como o vento
e abraça-me onde a solidão termina

O meu amor tem trinta mil cavalos
a galopar no peito
e um sorriso só dela
que nasce quando a seu lado eu me deito

O meu amor ensinou-me a chegar
sedento de ternura
sarou as minhas feridas
e pôs-me a salvo para além da loucura

O meu amor ensinou-me a partir
nalguma noite triste
mas antes, ensinou-me
a não esquecer que o meu amor existe"

Jorge Palma

Com certeza foi pro céu!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

VOU PEDIR EMPRESTADO.



Eu tinha cinco pra seis anos de idade, década de 80, São Paulo, quando o meu pai estava no alto de uma escada, limpando uma estante repleta de livros, que da minha baixa estatura de criança, parecia o Monte Everest do conhecimento... Eu e minhas irmãs, não podíamos mexer nela e minha curiosidade em olhar cada folha de todos aqueles livros era algo eletrizante e justo por conta da energia ou melhor, da economia dela é que não podíamos passar o dia com a cara grudada na TV.Então do alto de seu pedestal, e depois de muito eu pedir, meu pai joga um livreto fininho, o primeiro de muitos que depois vim a abrir. Não me esqueço das figuras de pássaros que havia nele, mas me frustrou o fato dos inúmeros códigos me serem completamente incompreensíveis. Sanada a curiosidade inicial de saber o que meu pai ou mãe olhavam ávidos para aqueles objetos retangulares, não aquietei o facho, como se costuma dizer aqui, enquanto não percorri o labirinto do alfabeto por inteiro.

Li muitos livros. Leio muitos livros. E uma ressalva ao atual fato de que raro é encontrar um adolescente que goste de ler, ( protesto!!! ) me consola também o fato de o maior meio de comunicação atual ser em 80 % leitura mais que vasta e claro, interessante!

Quanto internauta, absolvo e aprendo uma gama enorme de conhecimento, tanto, que foi inevitável o impulso de não apenas ler mais também escrever e compartilhar, não me importando tanto ser lida ou comentada e sim apenas colocar pra fora tantas e tantas versões de mim.

E eu sou meio múltipla mesmo...

Estava navegando em busca de um título de um livro que eu me toquei, ainda não li. Curioso foi este exemplar clássico me cair em mãos e eu tê-lo passado á frente sem ler. O motivo foi mais que justo: antes de voltar pra estas bandas, ao me despedir de uma pessoa muito querida eu não tive dúvidas, escrevi uma dedicatória e dei o livro de presente com toda a minha saudade que surgia... Encontrei o livro completo em formato PDF e salvei no meu PC, mas resolvi que não vou ler.

A pessoa querida está distante, e não tinha contato com ela há uns dois anos e eis que surpresa eu recebo um olá que me deixou esfuziante! Mágica da tecnologia que transforma longe e perto com uns poucos toques de dedos!!!

Quando eu tiver reunido poder pessoal suficiente, vou rever esta pessoa e pedir o livro emprestado e enfim lê-lo com toda a pompa e circunstância que a ocasião permitir.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A água de Cajazeiras.


A cidade que deu origem a toda a minha família, é um lugar muito peculiar, é pequena, mas bem maior do que quando eu era uma menina que corria pelas matas a fora! Eu sou natural de São Paulo, sou paulistana e não muito diferente do que conta a história, meus pais participaram da migração que levou muitos nordestinos a região sudeste, mas para sorte minha e de minhas irmãs, crescemos aqui em Cajazeiras e aqui pude desenvolver toda a minha intelectualidade, personalidade e liberdade de forma bonita, singela mesmo... O complemento ou a amplitude desta base que recebi na infância veio claro, com novas experiências e lugares maravilhosos.

De volta as origens e cheia de planos e projetos, a oficina Casulo além de compartilhar suas produções pretende também, buscar o que mais pode oferecer uma cidade além de sua história ou monumentos arquitetônicos e lugares pitorescos. Eu quero vivenciar mais que conviver com as pessoas deste lugar, pois a meu ver, são as pessoas e seus costumes e culturas que realmente escrevem as páginas de qualquer lugar do mundo.

A região tem uma geografia magnífica, a caatinga com todas as suas surpresas e cidades sertanejas com história para contar e são os moradores destes lugares que vão preencher as próximas publicações deste nosso Casulo virtual!

Almejo que sob minha visão e perspectiva, o leitor possa captar a singularidade e magia que encerra este sertão oeste, um lugar da Paraíba que com o pouco que carrega, faz valer um velho e engraçado, mas não menos verdadeiro ditado popular citadino que diz o seguinte:

“ Quem bebe da água de Cajazeiras, nunca mais esquece, sempre volta pra beber mais.”

É.. Coincidência ou não, eu estou bem aqui justamente para fazer isso!

Até a próxima!